Abre a cabeça. Literalmente. Porque é lá dentro que tá o teu maior ativo — e ele tá preso.
O teu cliente não sabe nem metade do que você realmente domina. Anos de estrada, de cicatriz, de experiência. E o mercado não vê nada disso.
Não é falta de conhecimento. É que tirar isso da cabeça sempre deu um trabalho que você nunca teve fôlego pra fazer.
Até agora.
Vou te mostrar como eu faço. Mas, antes, uma coisa de que nunca abro mão: eu jamais terceirizo o meu pensamento. A ideia, o ponto de vista, a opinião — é minha. Sempre.
Eu começo colocando o meu ponto de vista
A maioria abre a IA e pede: “Me dá uma ideia, escreve isso pra mim.”
Eu faço o oposto. A primeira coisa que faço é jogar o meu ponto de vista lá dentro, cru.
E aí peço pra ela discordar de mim. Achar o furo. Me perguntar o que eu ainda não pensei.
Eu não uso a IA pra ela me dar a resposta. Uso pra ela me fazer perguntas melhores.
O meu pensamento, que já era meu, fica ainda mais afiado, mais fundo.
Só depois que a ideia tá redonda, e é minha do começo ao fim, peço a parte que é dela: transformar isso num formato que performe. O gancho. O jeito de ranquear no Google. O corte pra cada rede. A parte de indexar e distribuir.
Repara na ordem:
- Eu penso.
- A IA aprofunda o meu pensar, me questionando.
- Eu refino, e continua meu.
- Só no fim a IA formata e espalha.
O pensamento nunca sai das minhas mãos. Só o braçal.
Deixa o robô fazer trabalho de robô
Quero desmontar um medo que trava muita gente: o medo de que a IA vá substituir as pessoas.
Olha o meu ponto de vista. A IA substitui o que ela nasceu pra fazer: repetição, processo, formatação. E ainda bem — isso cansa a gente.
Mas ela nunca vai te substituir no que você nasceu pra fazer. Porque você não nasceu pra ser robô.
Você nasceu pra pensar. Pra ter ponto de vista. Pra se relacionar, pra ter história.
Deixa o robô fazer trabalho de robô. E você faz trabalho de gente.
Aí o que vai pro mundo não é uma cópia genérica. É o teu pensamento, aprofundado. E isso, dia após dia, vira um acervo, um patrimônio que fala por você.
Duas perguntas sobre essa ordem de trabalho
Se a IA discorda, eu tenho que aceitar a resposta dela?
Eu peço que ela encontre o furo e me pergunte o que ainda não pensei. Mas sou eu que refino. O questionamento aprofunda o meu pensar; o pensamento continua nas minhas mãos.
Em que momento eu peço o texto, o gancho e os formatos?
Depois que a ideia está redonda. Primeiro eu coloco o ponto de vista, trabalho as perguntas e refino. Só no fim peço formatação e distribuição. Começar pelo “escreve pra mim” inverte a ordem que estou mostrando.
A pergunta que fica é essa: você usa a IA pra pensar por você ou pra pensar melhor?
Essa escolha muda tudo. É a diferença entre virar genérico e virar referência.
Assista ao vídeo que originou este artigo .
Para continuar: como tentar transmitir minha experiência me fez descobrir meu método .
O assunto em vídeo
Continue no YouTube.
Assista ao vídeo de Marcelo relacionado a este artigo.
Assistir ao vídeo