01 · O mundo real
O escritório fecha. A operação começa.
Sou formado em Administração e construí minha experiência à frente da Áquila Serviços, especializada em limpeza técnica de sistemas de exaustão de gordura e de coifas lavadoras.
É um serviço que exige coordenar duas rotinas bem diferentes. O administrativo, o comercial e o atendimento ao cliente funcionam em horário comercial. As equipes de execução trabalham, muitas vezes, de madrugada, em feriados e nos períodos em que as cozinhas podem parar.
Nas indústrias, a janela é ainda mais restrita: precisamos realizar o serviço no intervalo de uma parada programada. Isso exige planejamento, equipe, equipamentos e coordenação para cumprir o combinado no tempo disponível.
“Uma decisão tomada no escritório precisa funcionar também na cozinha do cliente, de madrugada.”
Antes da pandemia, chegamos a ter quase 50 profissionais na empresa. Ao longo dessa trajetória, atendemos desde pequenos restaurantes familiares até grandes redes, hospitais e cozinhas industriais.
02 · Formação que continua
Mais de uma década aprendendo com o setor nos Estados Unidos.
A Áquila participou por muitos anos da IKECA, associação internacional do setor de limpeza de sistemas de exaustão de cozinhas. Essa relação me aproximou de profissionais, processos e referências técnicas dos Estados Unidos por mais de uma década.
Conquistei as certificações de especialista em limpeza e de inspetor de sistemas de exaustão. Fui o primeiro profissional fora dos Estados Unidos a reunir essas duas certificações da associação.
Essa convivência ajudou a estruturar um serviço que ainda tinha pouco espaço e organização no Brasil. Foi um aprendizado aplicado à operação, ao treinamento das equipes e à forma de atender o cliente.
03 · A transição
Eu queria transmitir o conhecimento. Precisei aprender a distribuí-lo.
Depois de décadas administrando uma empresa de serviços no mundo físico, quis compartilhar essa experiência com empreendedores brasileiros que não tiveram a mesma formação ou as mesmas oportunidades de aprendizado.
A primeira ideia era produzir cursos. Eu queria ensinar o que sabia e terceirizar a divulgação. Era uma dificuldade antiga: já havia tentado levar a Áquila para o digital sem compreender bem como aqueles canais funcionavam.
Quando me aproximei desse trabalho, percebi que muitas recomendações não faziam sentido para o tipo de relação que eu queria construir. Comecei a estudar, com a inteligência artificial me ajudando a organizar as leituras e aprofundar o raciocínio.
Uma ligação ficou clara para mim: o marketing digital continua dependendo dos fundamentos do marketing e da boa administração. O canal de distribuição mudou. O vocabulário também. Mas compreender o cliente, entregar valor e construir confiança continuam sendo parte do trabalho.
O conteúdo curto é o convite. O conteúdo profundo é a festa.
Um vídeo curto pode despertar interesse. Mas a pessoa precisa encontrar um lugar onde aquele pensamento se desenvolva. Para mim, os vídeos longos e os artigos cumprem essa função: formar um acervo que permita conhecer a visão de um profissional com mais profundidade.
04 · A ideia posta à prova
Uma maratona para testar a tese na prática.
Para testar essa lógica, me impus uma rotina diária de produção e distribuição em vários canais: artigos para blog e LinkedIn, vídeos curtos nas redes e vídeos longos no YouTube. Mantive a maratona por mais de 150 dias.
Logo no início, ficou evidente que sustentar aquela cadência seria humanamente inviável sem mudar o processo. Comecei, então, a desenvolver ferramentas com inteligência artificial para estruturar e distribuir o conteúdo.
considerando os vários canais
O ponto central era preservar a autoria. A IA me ajudava a organizar, adaptar formatos e reduzir o trabalho mecânico. As experiências, as cicatrizes, as opiniões e o raciocínio continuavam sendo meus.
O método foi amadurecendo com a execução. Eu aprendia tanto com os conteúdos quanto com o sistema necessário para conseguir publicá-los.
05 · Compartilhar o caminho
A mentoria nasceu do que eu precisei construir para mim.
Durante a maratona, percebi que muitos profissionais deveriam enfrentar a mesma dificuldade: ter conhecimento, experiência e algo relevante a dizer, mas não conseguir colocar essa voz na internet.
Eu já havia reunido duas partes desse caminho: uma tese sobre como construir autoridade com conteúdo e um ambiente de ferramentas para tornar a produção viável. Vi que poderia ajudar outras pessoas a organizar e distribuir a experiência que já possuíam.
Foi daí que surgiu a mentoria. A proposta é trabalhar com o conhecimento real do profissional e dar estrutura para que ele seja encontrado, compreendido e reconhecido no digital.
O pensamento continua humano. A inteligência artificial ajuda a dar forma e alcance a ele.
E, no meio de toda essa transformação, ainda encontrei espaço para me aproximar das minhas raízes italianas e estudar italiano. A trajetória continua em construção.
Conheça a proposta da mentoria ↗